Fertilização In Vitro (FIV)
Dr. Edward Carrilho é Ginecologista Especialista em Fertilização In Vitro em São Paulo. Saiba Mais Sobre o Tratamento FIV Para Engravidar. Agende Sua Consulta!
Você sabe de onde vem o nome "fertilização"?
Chamamos de fertilização o processo que ocorre quando um óvulo (célula feminina) e um espermatozoide (célula masculina) se unem para formar um embrião. O termo "fertilização in vitro", popularmente conhecido como FIV, surgiu para descrever esse encontro realizado em laboratório.
Essa é uma técnica desenvolvida pela medicina para tratar a infertilidade, sendo atualmente o método com as maiores chances de sucesso disponíveis. No início, a fertilização in vitro trouxe muita alegria à sociedade, estampando páginas de jornais e revistas em todo o mundo com o nascimento do primeiro bebê de proveta. Foi uma grande esperança para casais que não conseguiam realizar o sonho da maternidade.
Desde então, as técnicas laboratoriais têm evoluído constantemente, e novas tecnologias surgem para aumentar as taxas de sucesso. Um tratamento que inicialmente tratava apenas problemas nas tubas uterinas passou a resolver questões mais complexas, como problemas graves na produção de espermatozoides, com o desenvolvimento da técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).
Além disso, óvulos e embriões excedentes passaram a ser congelados para futuras tentativas. Ferramentas sofisticadas foram criadas para manipular embriões microscopicamente, e técnicas modernas de análise genética permitem selecionar embriões saudáveis.
Essa é uma história que continua a ser escrita, tanto pela medicina quanto pelos pacientes que acreditam na ciência e na dedicação dos profissionais que estão por trás dessas conquistas. Felizmente, o custo da fertilização in vitro também tem se tornado mais acessível para muitos casais.
Principais indicações da fertilização in vitro (FIV):
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Obstrução das tubas uterinas: Essa foi a primeira indicação para a fertilização in vitro. Sabemos que as tubas desempenham um papel fundamental na gravidez natural, pois são o local onde óvulo e espermatozóides se encontram, funcionando como um túnel entre o útero e os ovários.
Além de conduzir o óvulo, as tubas nutrem o embrião nos primeiros cinco dias e o transportam até o útero quando ele está pronto para implantação. Em casos de infecções ou cirurgias que comprometam a função das tubas, a fertilização pode ser realizada no laboratório.
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Baixa contagem ou ausência de espermatozoides no sêmen: Para uma gestação espontânea, são necessários pelo menos 5 milhões de espermatozóides móveis. Quando a contagem ou a motilidade estão muito baixas, ou mesmo na ausência total de espermatozoides no ejaculado, a fertilização in vitro com a técnica de ICSI é recomendada, oferecendo reais chances de sucesso ao casal.
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Idade avançada da mulher: Com o avançar da idade, aumenta o risco de doenças genéticas nos embriões, além do maior risco de abortos. A FIV permite o desenvolvimento do embrião no laboratório, onde é possível avaliar sua qualidade e realizar análises genéticas para identificar anomalias. Assim, reduz-se o tempo necessário para alcançar uma gestação saudável e segura.
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Endometriose: A Endometriose afeta entre 10% e 15% das mulheres no mundo, sendo ainda mais comum entre aquelas com infertilidade. A condição pode comprometer as tubas, os ovários e até outros órgãos, aumentando o risco de aborto. A FIV ajuda essas pacientes ao encurtar o tempo até a gestação e evita múltiplas estimulações ovarianas. Além disso, antes da cirurgia para tratar a Endometriose, a fertilização permite preservar a fertilidade, já que as cirurgias podem reduzir a reserva ovariana ou exigir a remoção dos ovários em casos graves.
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Distúrbios de ovulação: Distúrbios de ovulação podem dificultar tratamentos simples, como coito programado e inseminação intrauterina, devido a uma resposta inadequada ou ao risco de gestações múltiplas (trigêmeos ou mais). A FIV oferece maior controle sobre o número de embriões transferidos, reduzindo os riscos associados às gestações múltiplas.
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Insuficiência ovariana: A combinação de FIV com o congelamento de óvulos ou embriões permite que mulheres com baixa reserva ovariana preservem sua fertilidade, criando um banco de óvulos ou embriões para uso futuro.
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Falência ovariana: Pacientes na menopausa têm a possibilidade de engravidar por meio da FIV, utilizando óvulos ou embriões de bancos, o que lhes permite realizar o sonho da maternidade com filhos biológicos do parceiro.
Como funciona a Fertilização in vitro (FIV)?
A clínica de reprodução será responsável por todas as etapas do tratamento, oferecendo suporte em cada fase. O processo de FIV é dividido em várias etapas, sendo a primeira delas a investigação.
1. A investigação
A infertilidade é mais comum do que se imagina: aproximadamente 1 em cada 6 casais precisará de algum tipo de ajuda para engravidar. E o tempo é um fator crucial para alcançar um bom resultado.
Quanto tempo devo esperar antes de procurar ajuda?
A idade da mulher é um aspecto determinante para decidir o momento ideal de iniciar uma investigação:
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Mulheres com menos de 35 anos: podem aguardar até 12 meses de tentativas antes de buscar ajuda.
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Mulheres com mais de 35 anos: devem iniciar a investigação após 6 meses de tentativas, pois a fertilidade diminui significativamente com o avançar da idade, mesmo com os tratamentos disponíveis.
Quem precisa investigar?
A infertilidade é uma condição que afeta o casal. Por isso, é essencial investigar a saúde de ambos os parceiros. Assim, é possível identificar fatores masculinos e femininos que possam ser tratados ou otimizados antes do início do tratamento, aumentando as chances de sucesso.
Como podemos ver pelo gráfico acima, fica evidente que as causas da infertilidade têm origens masculinas e femininas. A investigação do casal é fundamental para definirmos o melhor tratamento para cada caso.
2. Estimulação Ovariana
Nessa etapa, o tratamento se inicia efetivamente. A paciente recebe injeções subcutâneas por um período curto, geralmente de até 10 dias. Essas medicações estimulam o crescimento dos folículos que os ovários disponibilizam para maturar. Com isso, aumentamos as chances de sucesso do tratamento, pois teremos mais óvulos disponíveis para a próxima etapa: a aspiração folicular.
Cada folículo pode conter um óvulo, e isso aumenta muito as chances de sucesso. Após esse período de 10 dias, a paciente aplicará uma última medicação que fará com que esses óvulos amadureçam.
3. Aspiração folicular ou coleta de óvulos
A aspiração folicular é um procedimento muito seguro, realizado sob anestesia, proporcionando conforto e tranquilidade à paciente. Um médico anestesista acompanha o procedimento durante todo o tempo, garantindo a segurança em cada etapa.
A coleta é realizada em conjunto com o laboratório de fertilização, para onde o líquido folicular é imediatamente enviado após a aspiração. O embriologista, no laboratório anexo ao centro cirúrgico, analisa o líquido folicular para encontrar os óvulos. Esses óvulos são avaliados e mantidos em estufas especiais, com controle de temperatura e atmosfera, assegurando sua viabilidade até a próxima etapa.
Após a coleta dos óvulos, o parceiro realiza a coleta do sêmen, e o processo de fertilização é iniciado no laboratório.
4. A Fertilização in vitro
Nessa etapa, após avaliar a qualidade dos óvulos, o embriologista identificará aqueles que estão maduros (Metáfase II ou MII) para serem fertilizados com os espermatozoides, que também foram previamente selecionados. Os óvulos que não estavam maduros nesse primeiro momento ainda podem amadurecer in vitro por meio de um cultivo especial chamado maturação in vitro. Assim que atingirem o estágio ideal, também poderão ser fertilizados.
Uma vez fertilizados, esses embriões ficam em cultivo nas estufas e têm seu desenvolvimento monitorado de forma contínua.
Esse vídeo é uma amostra de como o embrião se desenvolve durante os aproximados cinco dias que permanece no laboratório.
5. Transferência embrionária
Essa é a etapa final, quando o embrião que se desenvolveu no laboratório retorna ao útero da mãe, e a natureza volta a seguir seu curso.
Esse momento é sempre emocionante, e o casal é convidado a acompanhar o procedimento em uma sala próxima ao laboratório.
A transferência do embrião é indolor e geralmente não necessita de anestesia, sendo comparável a um exame de Papanicolau. Um cateter delicado é introduzido no útero da paciente, servindo de guia para um cateter ainda mais fino que transportará o embrião até a posição ideal dentro do útero.
Quais são os Tipos de Fertilização in vitro (FIV)?
Existem diferentes tipos de fertilização in vitro, cada um ideal para perfis específicos de pacientes. Confira abaixo as principais abordagens:
Fertilização Tradicional
A fertilização in vitro tradicional é recomendada para pacientes com boa reserva ovariana. O uso de medicações em doses elevadas estimula um maior número de óvulos, aumentando as chances de sucesso no tratamento.Essa abordagem é especialmente vantajosa tanto para pacientes que desejam engravidar quanto para aquelas que buscam preservar a fertilidade.
Na FIV tradicional, a alta dosagem de medicamentos permite a coleta de mais óvulos, resultando em um maior número de embriões. Isso possibilita o congelamento de embriões excedentes para futuros tratamentos, evitando a necessidade de novas estimulações ovarianas.
Fertilização Tradicional
A fertilização tradicional é recomendada para pacientes com boa reserva ovariana. O uso de medicações em doses tradicionais traz uma enorme diferença no número de óvulos, permitindo uma maior taxa de sucesso, tanto para pacientes que desejam engravidar quanto, principalmente, para aquelas que buscam preservar sua fertilidade.
Mini FIV
A Mini-FIV (Mini Fertilização in vitro) é uma estratégia desenvolvida por volta de 2007 pelos especialistas Teramoto e Kato, como uma alternativa para pacientes com baixa reserva ovariana, que geralmente não se beneficiam do uso de altas doses de medicação. Essa estratégia auxilia essas pacientes a criarem seu banco de embriões.
Essa técnica se tornou ainda mais atraente com o avanço do congelamento de embriões, que se tornou mais seguro e eficaz. Os defensores da Mini-FIV argumentam que essa estratégia de baixas doses permite uma melhor seleção dos óvulos que vão se desenvolver, priorizando a qualidade ao invés da quantidade.
Os tratamentos de Mini-FIV geralmente combinam medicações via oral, como o citrato de clomifeno, com baixas doses de hormônios injetáveis, tornando a estimulação mais tranquila e com menor custo para a paciente.
Motivos para essa abordagem:
- Permitir uma seleção mais natural dos óvulos.
- Menor exposição dos óvulos a altos níveis hormonais.
Duo Stim
Esse protocolo foi originalmente descrito pelo Professor Kuang, da Universidade de Shanghai Jiao Tong. Baseado na teoria das ondas foliculares, ele desenvolveu uma técnica para pacientes que estão lutando contra o tempo, seja por perda de reserva ovariana ou por necessidade de iniciar tratamentos com urgência, como quimioterapia ou cirurgia.
Essa estratégia permite que as pacientes realizem múltiplos estímulos sem a necessidade de aguardar um novo ciclo menstrual, como ocorre na fertilização tradicional. O Duo Stim demonstrou oferecer resultados comparáveis aos tratamentos tradicionais, tanto na quantidade de óvulos obtidos quanto na porcentagem de embriões saudáveis.
A técnica combina medicações via oral e injetáveis, tornando o processo menos desconfortável. Porém, a indicação do Duo Stim deve ser cuidadosamente avaliada conforme o perfil e as necessidades de cada paciente.
Qual a chance de engravidar com fertilização in vitro?
As chances de sucesso de uma fertilização in vitro estão relacionadas à idade da mulher, à qualidade e quantidade de óvulos produzidos, à qualidade do embrião e aos fatores de fertilidade apresentados pelo casal.
A importância de uma avaliação adequada e da correção de problemas eventuais é crucial para otimizar as taxas de sucesso do tratamento. A receptividade endometrial e a qualidade embrionária são primordiais para o sucesso do tratamento.
Quais os riscos de um tratamento de fertilização in vitro?
Como qualquer procedimento médico, a fertilização in vitro apresenta alguns riscos, e é importante que a paciente esteja ciente.
Gestações múltiplas:
As gestações múltiplas têm sido historicamente associadas aos tratamentos de reprodução assistida. No passado, a transferência de múltiplos embriões era uma prática comum nos centros de reprodução assistida, aumentando os riscos de gestações múltiplas, como gêmeos, trigêmeos e até quadrigêmeos.
Atualmente, com o intuito de reduzir esses riscos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece, por meio da Resolução nº 2.320/2022, normas que limitam o número de embriões transferidos, de acordo com a idade da receptora e as características cromossômicas dos embriões:
- Mulheres até 37 anos podem implantar até dois embriões.
- Mulheres com mais de 37 anos podem implantar até três embriões.
- Em casos de embriões euploides (com 46 cromossomos), a transferência é limitada a dois embriões, independentemente da idade.
Atualmente, muitos casais optam por transferir apenas um embrião por vez, prática que tem demonstrado excelentes resultados e reduz significativamente os riscos de gestações múltiplas.
Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHEO):
A Síndrome de Hiperestimulação Ovariana é uma condição relativamente rara associada aos tratamentos de reprodução assistida, ocorrendo em cerca de 2% dos casos. Ela resulta da produção excessiva de hormônios pelos ovários em pacientes que respondem com uma produção exagerada de folículos e óvulos, especialmente naquelas com sensibilidade aumentada aos hormônios.
Principais Sintomas:
- Dor abdominal.
- Inchaço.
- Náuseas e vômitos.
Casos graves de SHEO são muito raros e devem ser supervisionados de perto por uma equipe médica especializada. Diversas estratégias têm tornado a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana ainda menos frequente, como o adiamento da transferência embrionária e o congelamento de todos os embriões, o que torna o processo mais seguro.
A identificação de fatores de risco e a adaptação dos protocolos de estimulação são medidas importantes para minimizar os riscos dessa condição.
Dr. Edward Carrilho
CRM/RP: 107689/SP | RQE: 43839 Ginecologia e Obstetrícia RQE:438391 Reprodução assistidaFormado pela UNIFESP-EPM, o Dr. Edward é especialista em Reprodução Humana e atua na FERTMED e em centros de referência em São Paulo. Com abordagem personalizada e estrutura completa, oferece tratamentos atualizados para infertilidade, incluindo atendimento presencial, remoto e intervenções cirúrgicas, além de formar novos especialistas no Instituto Sapientiae.
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