Infertilidade Feminina
Dr. Edward Carrilho é Ginecologista Especialista em Infertilidade Feminina em São Paulo. Saiba Mais Sobre Exames e Tratamentos Para Endometriose, Miomas e SOP. Agende Sua Consulta!
A fertilidade é natural.
O acontecimento de uma gestação é esperado dentro de um período de até 12 meses de tentativas sem métodos anticoncepcionais. Portanto, qualquer intervalo além desse período deve ser investigado para tentar descobrir a causa.
A infertilidade atinge cerca de 15% dos casais e, como a maternidade tem sido cada vez mais postergada, esse número tende a aumentar. Isso ocorre porque problemas de saúde, como miomas, infecções, endometriose e pólipos, geralmente são progressivos e podem prejudicar o funcionamento do sistema reprodutivo.
A preocupação com o tempo de tentativas torna-se ainda mais relevante, especialmente após os 35 anos de idade. Para essas mulheres, é indicado iniciar a investigação após 6 meses de tentativas, já que a reserva de óvulos se reduz significativamente ao longo dos anos após essa idade.
Existem sintomas que podem sugerir infertilidade?
O primeiro sintoma é a ausência de sucesso em engravidar após 6 a 12 meses de tentativas. No entanto, alguns sinais podem indicar indiretamente a presença de problemas que afetam a fertilidade:
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Ciclos irregulares (períodos de 2, 3 ou até 6 meses sem menstruar);
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Dor durante as relações sexuais;
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Cólicas menstruais intensas, especialmente se surgiram mais tardiamente;
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Oleosidade excessiva na pele, presença de acne, surgimento de pelos mais espessos e manchas escuras no pescoço ou nas virilhas;
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Sangramento menstrual excessivo;
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Secreção de leite pelos mamilos sem estar amamentando.
Como o processo de concepção ocorre majoritariamente no organismo feminino, é natural que seja necessário investigar múltiplas causas.
As principais causas de infertilidade feminina
Distúrbios hormonais
Esses distúrbios são responsáveis por grande parte dos casos de infertilidade, afetando a ovulação e o preparo adequado do útero, o que pode levar a falhas de implantação ou perdas gestacionais.
Entre os distúrbios hormonais, destaca-se a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que afeta entre 5% e 10% das mulheres. Ela dificulta o funcionamento regular dos ovários, prejudicando a liberação de óvulos maduros e de boa qualidade. Em geral, está associada a sintomas como:
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Surgimento de em locais incomuns (rosto, peito, abdômen, costas);
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Acne;
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Obesidade;
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Oleosidade excessiva na pele e no couro cabeludo.
Outro fator importante é a falência ovariana precoce, que ocorre antes dos 40 anos, ou a natural queda da reserva ovariana após essa idade. A idade é, sem dúvida, uma das principais causas de infertilidade na atualidade.
As mulheres nascem com uma quantidade limitada de óvulos, que vão se esgotando ao longo da vida até a menopausa. Essa redução é acompanhada por uma queda na qualidade dos óvulos, que se torna mais evidente após os 35 anos, aumentando os riscos de síndromes genéticas (como a Síndrome de Down) e de abortamentos.
Esse declínio da fertilidade é inevitável e reforça a importância de um planejamento adequado para a formação da família.
Como investigar os distúrbios hormonais?
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Dosagem de hormônios basais: FSH, LH, estradiol e progesterona;
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Hormônio antimülleriano (AMH): essencial para estimar a reserva ovariana;
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Ultrassom transvaginal: permite avaliar a reserva ovariana por meio da contagem de folículos.
Problemas anatômicos
Alterações na integridade do útero, das trompas e dos ovários podem impactar a fertilidade. Entre as condições mais comuns estão:
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Miomas: tumores benignos que podem deformar o útero, causar sangramentos excessivos e afetar a fertilidade, dependendo de sua localização e tamanho.
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Pólipos uterinos: crescimentos exagerados do tecido endometrial, que podem variar de milímetros a vários centímetros. Apesar de raros, podem estar associados ao câncer de endométrio.
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Infecções nas trompas uterinas: podem causar obstruções e levar à formação de líquido (hidrossalpinge), que prejudica a fertilidade e pode comprometer tratamentos de reprodução assistida.
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Ligadura tubária: obstrução intencional das trompas, que pode ser revertida ou tratada com fertilização in vitro em casos de desejo de nova gravidez.
Como investigar problemas anatômicos?
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Ultrassonografia tridimensional;
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Ressonância magnética de pelve;
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Histerossalpingografia: exame que utiliza contraste para avaliar o útero e a permeabilidade das trompas.
Endometriose
A endometriose afeta entre 10% e 15% das mulheres em todo o mundo. Entre mulheres com infertilidade, esse número pode chegar a 30%.
Os principais sintomas incluem:
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Cólicas menstruais intensas e progressivas;
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Dor durante as relações sexuais;
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Alterações intestinais durante a menstruação;
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Infertilidade sem causa aparente.
A endometriose ocorre quando o tecido que reveste o útero (endométrio) cresce fora de sua localização habitual, causando inflamação, aderências e até a perda da reserva ovariana.
Como investigar a endometriose?
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Ressonância magnética de pelve e ultrassom com preparo intestinal: ajudam no mapeamento das lesões.
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Diagnóstico definitivo: feito por cirurgia, onde o tecido endometrial é removido e analisado.
Outras causas (genéticas, imunológicas e trombofilias)
Causas mais raras incluem alterações genéticas, imunológicas e trombofilias, frequentemente associadas a perdas gestacionais de repetição ou falhas em fertilizações in vitro.
Como investigar essas condições?
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Alterações genéticas: exame de cariótipo para avaliar a genética do casal.
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Imunológicas e trombofilias: testes de sangue específicos para identificar riscos de trombose ou falhas na implantação embrionária.
Essa abordagem detalhada permite direcionar os casais ao tratamento mais adequado, maximizando as chances de sucesso.
Dr. Edward Carrilho
CRM/RP: 107689/SP | RQE: 43839 Ginecologia e Obstetrícia RQE:438391 Reprodução assistidaFormado pela UNIFESP-EPM, o Dr. Edward é especialista em Reprodução Humana e atua na FERTMED e em centros de referência em São Paulo. Com abordagem personalizada e estrutura completa, oferece tratamentos atualizados para infertilidade, incluindo atendimento presencial, remoto e intervenções cirúrgicas, além de formar novos especialistas no Instituto Sapientiae.
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