Infertilidade Masculina
Dr. Edward Carrilho é Especialista em Infertilidade Masculina em São Paulo. Saiba Mais Sobre Exames, Tratamentos e Causas de Infertilidade Masculina. Agende Sua Consulta!
A Infertilidade Masculina: Um olhar fundamental
Infelizmente, muitos homens raramente realizam uma investigação da sua fertilidade, e isso acaba acontecendo apenas diante de um quadro de infertilidade. Sabemos que alguns problemas masculinos, como a varicocele, podem surgir no início da adolescência e, ao longo dos anos, levar a um quadro de infertilidade que poderia ser evitado.
A infertilidade masculina é um fator importante que precisamos sempre levar em consideração ao avaliar um casal que está tendo dificuldades para engravidar.
A infertilidade masculina isolada responde por 40% dos tratamentos de infertilidade. Portanto, é extremamente importante a avaliação da fertilidade do homem. Assim, podemos evitar falhas em tratamentos que poderiam ser prevenidas, otimizar os resultados e, muitas vezes, ajudar o casal a conseguir até mesmo uma gestação natural.
Um novo olhar sobre o espermograma:
Um fato extremamente interessante é que muitas publicações científicas têm sugerido que o espermograma pode ser considerado um marcador de saúde masculina, assim como o hemograma. A falha na produção de espermatozoides pode sinalizar precocemente algum desequilíbrio na saúde desse homem.
Daí a importância de avaliarmos a saúde masculina sem esquecer da saúde geral. A análise da fertilidade masculina começa com um simples exame de espermograma, que é coletado por masturbação. Esse exame nos dá um panorama de várias características do potencial reprodutivo do homem, como a forma dos espermatozoides (morfologia seminal), motilidade, concentração de espermatozoides produzidos e possíveis sinais de infecção que podem prejudicar a saúde reprodutiva do homem e até mesmo da sua parceira.
Aliado a isso, a pesquisa hormonal, com exames de sangue (FSH – hormônio folículo-estimulante, LH – hormônio luteotrófico, prolactina, androgênios, entre outros, se necessário), pode trazer muitas respostas que nos auxiliam a melhorar o potencial de fertilidade desse homem.
Algumas condições são mais frequentes e têm grande importância no nosso dia a dia no cuidado de casais com infertilidade:
Causas da Infertilidade Masculina
A infertilidade masculina pode ser causada por uma série de fatores, incluindo questões hormonais, anatômicas, genéticas e ambientais. Entre as causas mais comuns estão:
Problemas Hormonais
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Alterações da hipófise: Disfunções na glândula hipófise podem interferir na regulação dos hormônios que controlam a produção de espermatozoides.
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Doenças da tireoide: Disfunções graves da tireoide podem afetar diretamente a fertilidade masculina.
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Hiperprolactinemia: Níveis elevados de prolactina podem prejudicar a produção de espermatozoides.
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Uso excessivo de anabolizantes: A suplementação exagerada com hormônios anabolizantes pode levar à redução ou até a interrupção total da produção espermática.
Problemas de Saúde e a Fertilidade
Uma avaliação detalhada da história clínica do homem pode fornecer informações valiosas para melhorar seu potencial reprodutivo.
Problemas de saúde que comprovadamente podem prejudicar a produção de espermatozoides incluem diabetes, antecedentes de infecções (como a caxumba), tratamentos hormonais, doenças reumatológicas, entre outros. Dessa forma, é essencial realizar uma avaliação completa.
Caxumba
O vírus da caxumba é uma infecção viral que afeta a glândula parótida, causando parotidite. Geralmente, essa condição tem uma evolução localizada e benigna. No entanto, o vírus também pode infectar os testículos, fenômeno conhecido como orquite, popularmente chamado de "caxumba que desceu". Essa condição pode levar à destruição do tecido testicular, resultando na perda de sua função.
Diabetes
A diabetes é uma condição frequentemente silenciosa e progressiva. O excesso de açúcar na circulação, ao longo dos anos, pode causar danos a todos os órgãos do corpo, incluindo os testículos. Além de afetar diretamente os testículos, a diabetes pode causar danos aos nervos, comprometendo a coordenação necessária para uma ereção adequada e a ejaculação, pois esses processos dependem de uma função neurológica normal.
Nos casos avançados, a diabetes pode causar ejaculação retrógrada, em que o sêmen, em vez de ser expelido para fora, é direcionado para a bexiga. Nesses casos, o homem pode perceber urina turva após a ejaculação, pois o sêmen é eliminado junto com a urina.
Criptorquidia
Durante o desenvolvimento fetal, os testículos se formam dentro do abdômen, assim como os ovários nas meninas. Porém, nos meninos, os testículos naturalmente migram para a bolsa escrotal, onde a temperatura mais baixa é essencial para o funcionamento adequado.
Em alguns casos, essa descida não ocorre, e o testículo permanece no abdômen ou no canal inguinal, o que pode levar à perda de função com o tempo, além de aumentar o risco de câncer testicular. Uma avaliação precoce e o tratamento adequado dessa condição podem melhorar significativamente as chances reprodutivas no futuro.
Hábitos
Estilos de vida pouco saudáveis, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e o uso de drogas recreativas (maconha, cocaína, LSD, ecstasy, crack), podem prejudicar tanto a produção quanto a qualidade dos espermatozoides. O tecido responsável pela produção de espermatozoides é extremamente sensível, e essas substâncias podem causar acúmulo de toxinas, interferindo em sua função e reduzindo os níveis de testosterona.
Anabolizantes e a Fertilidade
O uso de anabolizantes e reposições hormonais em homens pode interromper a produção de espermatozoides. A hipófise, uma glândula no cérebro que regula a função testicular, responde à injeção de testosterona reduzindo ou interrompendo a produção dos hormônios que estimulam os testículos. Como resultado, a produção de espermatozoides pode diminuir drasticamente ou até cessar completamente.
O uso prolongado de anabolizantes pode levar a danos irreversíveis, impossibilitando a retomada da produção de espermatozoides mesmo após a suspensão do uso.
Hipertensão Arterial
Embora a hipertensão arterial não afete diretamente a produção de espermatozoides, muitos medicamentos utilizados para seu controle podem prejudicar a motilidade espermática e a capacidade de os espermatozóides fertilizarem o óvulo.
Uma consulta com o cardiologista pode auxiliar na substituição de medicamentos por alternativas que não comprometam a fertilidade masculina. Esse ajuste pode contribuir para a melhora das chances de concepção.
O que é um espermograma alterado?
Alterações identificadas no espermograma podem ser classificadas em:
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Oligospermia: Concentração abaixo de 15 milhões/ml, podendo ser leve, moderada ou severa.
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Astenospermia: Motilidade reduzida, frequentemente causada por hábitos como tabagismo ou condições como varicocele.
Necrospermia: Baixa porcentagem de espermatozoides vivos, muitas vezes indicando uma condição de saúde subjacente.
Teratospermia: Alteração na forma dos espermatozoides (mais de 96% alterados), podendo estar associada a condições genéticas, como globozoospermia, ou a danos na produção.
Azoospermia
A azoospermia é a ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado e pode ser classificada em dois tipos:
a) Azoospermia Obstrutiva
Nesta condição, o tecido testicular funciona normalmente, mas há uma obstrução nos ductos deferentes, que conduzem os espermatozoides.
Causas:
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Vasectomia;
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Obstruções congênitas, como as associadas à fibrose cística (uma condição genética que pode estar ligada a problemas pulmonares e renais em familiares).
Tratamento:
Espermatozoides podem ser coletados diretamente do epidídimo por punção. É importante realizar testes genéticos para avaliar o risco de transmissão de condições graves aos filhos e, se necessário, realizar o teste genético nos embriões.
b) Azoospermia Não Obstrutiva
Aqui, a ausência de espermatozoides ocorre devido a falhas no tecido testicular produtor. Essa é a forma mais grave de infertilidade masculina.
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Abordagem: A microdissecção testicular permite identificar áreas produtoras de espermatozoides e extrair células para fertilização in vitro.
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Taxa de sucesso: Espermatozoides são encontrados em 30 a 70% dos casos, com a primeira tentativa sendo a mais promissora.
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Alternativa: Caso a microdissecção não seja bem-sucedida, o uso de sêmen de doador pode ser considerado. O casal escolhe um doador compatível para formar sua família.
As causas da azoospermia não obstrutiva podem tem uma causa genética como base do problema e portanto é fundamental uma análise de cariótipo. Um exemplo dessa alteração é a síndrome de Klinefelter.
Dr. Edward Carrilho
CRM/RP: 107689/SP | RQE: 43839 Ginecologia e Obstetrícia RQE:438391 Reprodução assistidaFormado pela UNIFESP-EPM, o Dr. Edward é especialista em Reprodução Humana e atua na FERTMED e em centros de referência em São Paulo. Com abordagem personalizada e estrutura completa, oferece tratamentos atualizados para infertilidade, incluindo atendimento presencial, remoto e intervenções cirúrgicas, além de formar novos especialistas no Instituto Sapientiae.
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